Fibromialgia

A fibromialgia é uma doença crônica caracterizada por dor difusa e envolvimento de músculos, ossos, articulações (“juntas”) e tendões. A maioria dos casos inicia-se entre os 29 e os 37 anos.  As mulheres sofrem 7 vezes mais do que os homens desse problema. Seu caráter difuso e complexo sugere uma causa neurofisiológica no sistema nervoso central, associada com causas psicológicas, incluindo diminuição do limiar da dor (redução da resistência à dor).  Distúrbios do sono podem estar associados.  Ocorre fraqueza dos músculos envolvidos e a microcirculação pode estar comprometida, com isquemia e diminuição da oxigenação do local.  As pessoas tem aumento da sensibilidade. Aparecem fadiga e rigidez matinal. Cefaléia (“dor de cabeça”) é comum.  Ansiedade e queixas de adormecimento. Alterações do humor. Existem vários pontos dolorosos no corpo, à palpação digital. E, o que gera muito espanto, tipicamente os exames laboratoriais são normais.

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É difícil controlar a fibromialgia. Geralmente, é necessário manter a associação dos remédios por períodos prolongados.  A maioria das pessoas enfrenta uma evolução crônica com duração de vários anos, contudo, mantenha a esperança, pode ocorrer boa recuperação dos sintomas.

O diagnóstico da fibromialgia é, basicamente, clínico.  Os exames laboratoriais e radiológicos são normais.  Procure um profissional experiente e habilitado a lhe fornecer o diagnóstico correto, já que existem outras doenças com dores crônicas, que devem ser descartadas quando do diagnóstico.

O tratamento é difícil.  São necessárias várias terapias: associação de diversos tipos de analgésicos, fisioterapia, exercícios, acupuntura e mudanças no estilo de vida. Comumente são usados antidepressivos e relaxantes musculares.  Eventualmente, são utilizados anestésicos locais, como a lidocaína. Com orientação adequada, podem ser úteis os benzodiazepínicos (melhoram a qualidade do sono), a gabapentina e a mexiletina. Esses remédios devem ser administrados por um médico com experiência no seu manuseio.   Os exercícios físicos são muito importantes: diminuem a dor, o estresse mecânico e a duração da incapacidade física. Também alongam e aumentam a resistência, corrigem a postura e restabelecem a função muscular. Eles promovem a liberação das endorfinas e causam sensação de bem estar.  A aplicação de calor pode ser benéfica.  Técnicas de relaxamento, massagem e psicoterapia são úteis para o controle da dor.

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Como se vê, a partir de um competente, atento e sensível diagnóstico clínico, muito alívio e controle da dor podem ser obtidos.  Tenha persistência! Será necessário um trabalho dedicado de uma equipe multidisciplinar mas, mantenha-se firme – os resultados serão compensadores!

Saúde. Sparvoli.

 

 

Sobre Antonio Sparvoli

Médico. Gastroenterologista. Mestrado e Doutorado. Professor Titular da Fundação Universidade Federal de Rio Grande.
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