Outubro Rosa – Prevenção do câncer de mama

No Brasil, infelizmente, o câncer de mama, nos últimos 20 anos, cresceu em número de casos novos, como na mortalidade, de fato dobrando nesse período.  O quadro é mais lamentável quando se compara com os dados de países desenvolvidos que tiveram uma diminuição na última década.  No ano de 2008, houve um milhão de mulheres com câncer de mama no mundo!  Nos países em desenvolvimento essa doença se transformou num problema de saúde pública.

Foi demonstrado que o risco do câncer de mama aumentava de 1 a 3,3 quando as mulheres aumentavam o período em que ficavam menstruando, particularmente quando tinham a primeira menstruação precocemente e entravam em menopausa tardiamente.  São fatores de risco a ausência de gravidez e de lactação.  Sabe-se que um estímulo ovariano constante e prolongado sobre as mamas é um causador de maior número de casos dessa doença.  Também é importante considerar os antecedentes familiares dessa doença.  A idade é um importante fator prognóstico, sendo os de melhor prognóstico os casos entre os 40 e 60 anos e os de pior prognóstico os mais precoces (antes dos 35) e os mais tardios (após os 75). Ser portadora dos genes BRCA1 e BRCA2 é um fator de risco importante.

Contudo, existem mudanças de hábitos de vida que podem diminuir o risco de câncer de mama:

1) Manter peso adequado.

2)Evitar pílula prolongada antes do primeiro filho.

3)Ter filhos antes dos 30 anos.

4)Amamentar prolongadamente.  Bom para o filho e para a mamãe!

5)Usar pílulas após o primeiro filho.

6)Evitar reposição hormonal prolongada (por mais de 5 anos).

7)Não use álcool.

O método correto de rastreamento é a mamografia feita com técnica adequada e boa leitura. Não se pode jamais substituir a mamografia pela autopalpação!  A autopalpação deve ser ensinada e realizada, mas como procedimento complementar e não como substituto da mamografia.  No Brasil (2006), o percentual de mulheres com mais de 50 anos que não realizaram uma mamografia chega a chocantes 49,7% .

Informe-se.  Outubro está sendo dedicado ao cuidado especial com essa enfermidade. Prevenção sempre é o melhor remédio! Não se esqueça de que a mamografia deve ser realizada todos os anos!

Sparvoli

 

 

Sobre Antonio Sparvoli

Médico. Gastroenterologista. Mestrado e Doutorado. Professor Titular da Fundação Universidade Federal de Rio Grande.
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