Álcool: a amarga realidade, além das festas

A morte é sempre um assunto difícil, que procuramos esquecer ou evitar.Quero dividir alguns dados com vocês que impressionam pelo aspecto da possibilidade de que podemos evitá-los:

  • as doenças relacionadas ao álcool são modelos de enfermidades ocasionadas pelo próprio homem e modulada por diversos fatores – culturais, biológicos, psicológicos e comerciais.
  • O abuso do álcool causa 350 doenças físicas e psíquicas.
  • No Brasil, 90% das internações em hospitais psiquiátricos por dependência de
    drogas acontecem devido ao álcool.
  • O álcool interfere diretamente com a função sexual masculina, com infertilidade
    por atrofia das células produtoras de testosterona, e diminuição dos hormônios
    masculinos. O predomínio dos hormônios femininos nos alcoólatras do sexo
    masculino leva ao surgimento de características físicas femininas como o aumento
    da mama.
  • O álcool pode afetar o desejo sexual e levar a impotência por danos causados nos nervos ligados a ereção.
  • Se compararmos uma menina e um menino, com mesma estatura e peso, que tenham ingerido quantidade igual de álcool, veremos que a concentração alcoólica é maior no sangue da menina. Sendo assim, o dano biológico que o álcool produz nela é mais devastador.
  • Nas mulheres o álcool pode afetar a produção hormonal feminina, levando diminuição da menstruação, infertilidade e afetando as características sexuais femininas. Apesar disso, na atual geração de jovens, as mulheres estão bebendo tanto ou mais do que os rapazes. Terão mais cirrose do que suas mães tiveram!

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  • Diferentemente de muitas doenças, essas enfermidades podem ser evitadas, desde que o álcool não seja consumido ou, se o for, permaneça dentro de limites rigorosos.
  • Algumas dessas doenças ou complicações relacionadas ao álcool, até um certo limite, podem mesmo estacionar ou regredir com a cessação do consumo etílico.
  • o alcoolismo apresenta elevada incidência em quase todos os países. Afeta homens, mulheres, crianças e até fetos – sendo uma manifestação do alcoolismo fetal!

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  • a doença do fígado (hepatopatia) alcoólica é a terceira ou quarta causa mais comum de morte, considerando-se indivíduos entre 25 e 64 anos, nas maiores cidades dos Estados Unidos e Canadá.

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  • Nos EUA, cerca de 15 a 20 milhões são etilistas.
  • O custo anual nos EUA atribuído ao consumo de álcool é de 185 bilhões de dólares!
  • Anualmente ocorrem nos EUA cerca de 85.000 mortes relacionadas com o consumo de álcool.
  • Em alguns hospitais universitários, o álcool é atualmente a principal causa de cirrose, entre os cirróticos internados.
  • No Brasil, segundo dados da Secretaria Nacional Antidrogas, há 11%, de dependentes de álcool. Lembre-se que já passamos dos 200 milhões de brasileiros – 11% …
  • Estudo na Suécia demonstrou que mortes prematuras causadas pelo álcool foram tão frequentes quanto o câncer ou doença coronariana (leia-se infarto).
  • Entre os idosos, o número de hospitalizações é tão grande quanto as causadas por infarto.
  • Mesmo em doses “pequenas” diárias existe o risco de desenvolver dependência.
  • Os tão badalados efeitos “benéficos” para o coração – não se confirmam em todos os estudos científicos. É claro que os interessados em aumentar o consumo do álcool só divulgam os que lhes interessam.
  • Pesquisas indicam que doses de 40g/dia para homens e 20g/dia para mulheres constituem fator de risco para cirrose. Um copo de vinho tem 7g de álcool.
  • A mulher é mais suscetível ao dano hepático pelo álcool.
  • Nos portadores de hepatite C, o álcool acelera a progressão da doença. Aumenta o risco de cirrose e de câncer no fígado. O álcool aumenta a quantidade de vírus C (“carga viral”). O álcool aumenta a lesão causada pelo vírus C – tem efeitos lesivos aditivos.
  • No Japão, verificou-se que o álcool aumenta, nos portadores de hepatite B, em oito vezes, o risco de câncer no fígado.
  • O álcool tem ação direta como causa de câncer no fígado.

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Sparvoli

Sobre Antonio Sparvoli

Médico. Gastroenterologista. Mestrado e Doutorado. Professor Titular da Fundação Universidade Federal de Rio Grande.
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2 respostas a Álcool: a amarga realidade, além das festas

  1. Bruna Ribas diz:

    Até o beber socialmente devemos evitar!

    • Realmente, Bruna, se a gente faz uma reflexão – assusta! Fica mais preocupante quando se percebe a propaganda maciça e irresponsável que cerca o problema! Feliz 2013! Sparvoli

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