Síncope

imagesCAR2GC4NSíncope, ou desmaio, é a perda rápida, súbita e passageira da consciência e por conseguinte da postura (“capacidade de ficar em pé”), devido a uma isquemia cerebral transitória generalizada ou seja, acontece uma diminuição na irrigação de sangue para o cérebro.  Pode ser causada por queda da pressão ou diminuição da freqüência cardíaca (bradicardia).  A síncope acontece em média 10 segundos depois da interrupção do fluxo sangüíneo cerebral. É uma situação muito frequente. Contudo, eventualmente, pode ser o único sintoma prévio à morte súbita cardíaca.

síncope pode ocorrer desde os primeiros anos de vida até aos idosos, devido a inúmeros fatores. A síncope tem uma  incidência anual em jovens  de 3% a 3,5% e em idosos  cerca de 7%.  Nos adultos sadios, até 30% a 40% referem ao menos, um episódio
ao longo da vida.

A síncope pode se aparecer como: escurecimento da visão, queda
sem razão, perda da consciência. O desmaio pode ser antecedido por náuseas (enjôos), palpitações, tonturas, dor no peito ou na “boca do estômago” (epigástrio).

Ao atender um paciente com história de perda da consciência, a primeira
tarefa do médico deve ser identificar se a perda da consciência pode ou não ser
caracterizada como síncope, pois isso orientará a conduta posterior.

A síncope pode ser causada por problemas cardiovasculares, não-cardiovasculares ou ser inexplicada – em cerca de 15% dos casos. As causas cardiovasculares são as mais comuns: estruturais (alterações nas válvulas, coronárias, músculo cardíaco), arritmias, mediadas por reflexos (síncope vaso-vagal) ou postural.   As causas não-cardiovasculares são as seguintes: problemas neurológicos, metabólicos (anemia, baixa da glicose) e psicogênicas – muito comuns em mulheres jovens.

Uma situação muito importante é a  síndrome neurocardiogênica.  Ocorre nos adultos-jovens ocasionando síncope por bradicardia, assistolia (“parada das sístoles – contrações – cardíacas”) e/ou vasodilatação severas, em decorrência de diversos estímulos, tais como dor, emoções, estresse, parada súbita de esforço físico, sangramento, permanência em posição ortostática (“parado de pé por tempo demasiado”). Considera-se  um reflexo mediado plo sistema nervoso autônomo.

Se a pessoa começou a desmaiar, ampare-a antes que caia. Auxilie-a a sentar-se numa cadeira e a estimule a colocar a cabeça entre os joelhos. Solicite que inspire e expire profundamente até obter melhora.

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Se a pessoa já estiver desmaiada, deite-a numa posição confortável, com a cabeça e ombros em posição mais baixa que o resto do corpo. Faça-a virar a cabeça de lado para não permitir a aspiração de secreções que possam impedi-la de respírar, sufocando-a.

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Registre a seguinte orientação: todos que sofreram uma síncope, por mais rápida e aparentemente inofensiva que represente, necessitam atendimento médico.

Sparvoli

Sobre Antonio Sparvoli

Médico. Gastroenterologista. Mestrado e Doutorado. Professor Titular da Fundação Universidade Federal de Rio Grande.
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