Anemia

Anemia  é uma condição em que a capacidade do sangue em transportar oxigênio para os tecidos do corpo está diminuída, tanto pela redução de eritrócitos (hemácias ou glóbulos vermelhos) como pela redução de hemoglobina – pigmento dos glóbulos vermelhos.  A hemoglobina (frequentemente abreviada como Hb) é uma proteína muito especial, que contém ferro e está nos glóbulos vermelhos.  Ela permite o transporte de oxigênio pelo sangue.  A deficiência de oxigênio nos órgãos é conhecida como hipoxia.  Ao chegar  às células do organismo, o oxigênio é libertado e o sangue arterial (vermelho) transforma-se em venoso (vermelho escuro).

De acordo com  a OMS, cerca de 30% da população mundial é anêmica e a prevalência do problema entre crianças menores de 2 anos pode chegar a quase 50%!

As anemias devem ser consideradas como sinal de doenças de base.  Elas podem ser agudas ou crônicas, adquiridas ou hereditárias. São consideradas agudas, quando ocorre perda expressiva e rápida de sangue, em acidentes, cirurgias, hemorragias (“sangramentos”) gastrintestinais. As anemias crônicas são provocadas por alguma doença de base, algumas hereditárias (talassemia e anemia falciforme) e outras adquiridas, como na deficiência nutricional, na gestação, por deficiência de ferro (anemia ferropriva, a mais comum), por carência da vitamina B12 ou de ácido fólico (anemia megaloblástica). Estima-se que 90% dos casos de anemia estão relacionados à carência de ferro

A rapidez e o volume perdido são muito importantes na avaliação de uma anemia aguda: perdas sanguíneas acima de 20% do sangue total podem provocar taquicardia (aceleração nos batimentos cardíacos), queda de pressão e palidez. Se a perda ultrapassar 30%, pode ocorrer o choque circulatório, uma condição em que o coração e os vasos não são capazes de irrigar todos os tecidos do corpo, o que, se não tratado rapidamente, leva à morte em pouco tempo.

Pode ser importante você, ao socorrer alguém com um sangramento, saber avaliar se a perda sanguínea é de origem arterial (em geral, a mais perigosa), capilar ou venosa:

Os sintomas de uma anemia crônica são: palidez, cansaço, sonolência, falta de memória, dispneia (“falta de ar”) e até taquicardia. O paciente tende a reduzir os esforços físicos progressivamente, já que eles pioram esses sintomas. Mas, por serem sinais sutis, muitas pessoas com alguns tipos de anemia nem sempre notam o problema.

Os sinais específicos são associados com os tipos particulares de anemia: coiloníquia (unhas em colher) na deficiência de ferro, icterícia (“amarelão”) nas anemias hemolíticas e megaloblásticas, úlceras de perna, na anemia falciforme e em outras anemias hemolíticas e deformidades ósseas na talassemia.   As anemias hemolíticas caracterizam-se pela destruição excessiva dos glóbulos vermelhos. A talassemia é uma anemia hemolítica que resulta de uma mutação que afeta a síntese da hemoglobina.

Fique atento: numa anemia aguda os sintomas podem ser dramáticos e exigem pronta resolução, já numa anemia crônica, os sintomas podem ser sutis e você deve ter em mente essa situação, para diagnosticá-la corretamente.

Saúde.

Sparvoli

Sobre Antonio Sparvoli

Médico. Gastroenterologista. Mestrado e Doutorado. Professor Titular da Fundação Universidade Federal de Rio Grande.
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