Constipação – muito comum

A prisão de ventre, também chamada de  “intestino preso“, obstipação ou constipação intestinal, é caracterizada pela dificuldade constante ou eventual da evacuação das fezes, que se tornam ressecadas. O paciente evacua até duas vezes por semana (menos de uma vez a cada 3-4 dias) ou há excessiva dificuldade para defecar (“esforço evacuatório”) .  É comum pacientes constipados ficarem uma semana sem evacuar. Eventualmente, particularmente em pacientes acamados ou imobilizado por longo tempo,  pode ocorrer a formação de fecaloma (massa de fezes grande, muito dura e imóvel, que o paciente não consegue eliminar sozinho).

Constipação intestinal é a queixa digestiva mais comum na população geral. A prisão de ventre, caracteristicamente, afeta mais as mulheres do que os homens.

A constipação intestinal, frequentemente, é um problema de origem funcional,
decorrente de um mau funcionamento intestinal relacionado à evacuação
insatisfatória, esforço excessivo para evacuar, evacuação incompleta e fezes
endurecidas. Ainda podem ocorrer períodos prolongados entre uma e outra
evacuação, distensão abdominal e flatulência.

As principais causas são hábitos alimentares errados como dieta sem ou com poucas fibras, uso excessivo de proteínas  (muita carne) e alimentos industrializados e refinados; desordens funcionais e estruturais do intestino em todas as suas seções, distúrbios psiquiátricos como depressão, anorexia e psicose; e uso de
fármacos, inclusive o uso excessivo de laxantes.  Contudo, as duas principais causas do aparecimento e agravamento da constipação intestinal são a pequena ingestão de alimentos ricos em fibras e a insuficiente ingestão de líquidos. As mulheres, com frequência ingerem pouco líquido,  Além isso, podemos incluir a idade avançada, gravidez, obesidade, falta de exercícios físicos e abuso de laxantes. Desse modo, ingerir bastante líquido e alimentos ricos em fibras é fundamental para prevenir e tratar a constipação intestinal.

Por outro lado, a constipação pode ser um sintoma inicial de doenças graves, como por exemplo, o câncer colorretal, que é o quinto câncer mais freqüente entre os homens e o quarto entre as mulheres no Brasil.

Esteja atento: a cronicidade dos sintomas, a falta de orientação terapêutica adequada e o uso abusivo de laxantes podem ter como conseqüências o surgimento de outros problemas como: doença diverticular do cólon, hemorróidas, fissuras anais e fecalomas com impactação fecal.

Apesar de muito comum, a constipação não pode ser menosprezada, nem considerada como normal.  Mais uma vez, não caia na tentação de se auto-medicar, você poderá estar atrasando o diagnóstico de uma doença mais grave ou, no mínimo, compromentendo o adequado funcionamento dos seus intestinos, com um prejuízo fisiológico de longa duração.  Converse com seu médico e preserve sua qualidade de vida!

Sparvoli

Sobre Antonio Sparvoli

Médico. Gastroenterologista. Mestrado e Doutorado. Professor Titular da Fundação Universidade Federal de Rio Grande.
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