Hepatite A – a contagiosa

A hepatite A é uma doença contagiosa, causada pelo vírus A (VHA) e também conhecida como “hepatite infecciosa”. Sua transmissão é fecal-oral, na maioria das vezes com fezes de pacientes contaminando a água de consumo e os alimentos ou por contato entre indivíduos.  A hepatite A é altamente contagiosa e algumas vezes fatal. Estima-se que pelo menos 70% da população brasileira já teve contato com o vírus da hepatite A.

A infecção pelo vírus da hepatite A pode causar sintomas, que variam desde uma infecção leve, assintomática, até hepatite grave e, raramente, morte. Os sintomas mais comuns incluem febre, calafrios e sensação de fraqueza generalizada. Outros sintomas: anorexia, náuseas, icterícia (amarelamento dos olhos e da pele), urina escura, fezes de cor clara, dor abdominal e fadiga.

Formas mais comuns de contrair hepatite A:

  • contato com uma pessoa infectada pelo vírus da hepatite A, inclusive crianças (que geralmente não apresentam sintomas);
  • não lavar as mãos após o manuseio de materiais contaminados pelo vírus da hepatite A, inclusive fraldas sujas;
  • ingerir alimentos manuseados por uma pessoa infectada ou lavar as mãos em água contaminada pelo vírus da hepatite A.
  • comer frutos do mar crus ou mal cozidos provenientes de locais onde a água está contaminada pelo vírus da hepatite A;
  • beber água contaminada pelo vírus da hepatite A.  Esse vírus se esconde tanto na água doce quanto na salgada. Ou seja, pode estar naquelas gotas engolidas sem querer em um mergulho no mar poluído por esgotos não tratados ou no gelo feito com água de uma fonte contaminada.

A hepatite A frequentemente é transmitida por pessoas que não sabem que estão
doentes. Como o período de incubação varia de 20 a 50 dias (ou mais em
crianças), as pessoas infectadas podem transmitir a hepatite A antes do
aparecimento dos sintomas. As crianças podem transmitir a doença mesmo sem ter sintomas que indiquem a presença da hepatite.  Essas características tornam a hepatite A de difícil controle numa situação de epidemia.

Alerte-se que pessoas com doença crônica do fígado (por exemplo, hepatite C)  e pessoas com mais de 49 anos de idade têm mais propensão a desenvolver complicações graves ou ameaçadoras à vida.  Desse conceito surge a recomendação da vacinação – sim, existe uma vacina muito eficaz – para todos os indivíduos que tenham o vírus C.

Saúde!

Sparvoli

Sobre Antonio Sparvoli

Médico. Gastroenterologista. Mestrado e Doutorado. Professor Titular da Fundação Universidade Federal de Rio Grande.
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