Testosterona

Testosterona é uma hormônio que causa  efeitos tanto nos homens quanto nas mulheres. É produzida nos homens pelos testículos e nas mulheres pelos ovários, e, em pequena quantidade em ambos, também pelas glândulas supra-renais. Vale ressaltar que a síntese da testosterona é estimulada pela ação do LH (hormônio luteinizante), que por sua vez é produzido pela hipófise.

A testosterona é responsável pelo desenvolvimento e manutenção das características masculinas normais, sendo também importante para a função sexual normal e o desempenho sexual.  O homem tem níveis desse hormônio cerca de 20 a 30 vezes maior do que nas mulheres.

Ele é o principal hormônio ligado ao ganho de massa muscular e à diminuição da
gordura corporal. Atletas que fazem uso de testosterona sintética (os chamados “esteróides
anabolizantes”) têm um crescimento muscular rápido. Contudo os efeitos colaterais do consumo de “esteróides anabolizantes” são graves e não justificam os benefícios de curto prazo que possam trazer.

Pode acontecer forte redução da testosterona na obesidade grau III, infecção pelo HIV, estresse psicológico, doenças debilitantes ou como efeito colateral de medicamentos como os derivados da cortisona, por exemplo.

A queda na produção da testosterona também pode provocar: aumento da massa gordurosa;  diminuição da libido;  redução da fertilidade; fadiga;  aumento da resistência à insulina e do risco de diabetes; depressão e comprometimento das funções cognitivas.

Aparentemente, os níveis baixos de testosterona não interferem com a mortalidade masculina, mas pioram a qualidade de vida. A reposição de testosterona pode ser feita com injeções intramusculares, subcutâneas, adesivos ou com gel de testosterona. Adesivos transdérmicos são mais práticos de usar, porém mais caros do que as formas injetáveis. Essa reposição somente deve ser feita com a orientação do seu  médico.

Antecedentes de câncer de próstata ou mama são contraindicações para a reposição de testosterona. Contraindicações relativas incluem: aumento benigno da próstata, apnéia do sono, insuficiência cardíaca grave e número elevado de glóbulos vermelhos (poliglobulia).

Gostaria de destacar o seguinte:  o álcool (olha ele aí de novo gente!) é o pior vilão para a testosterona. Ele inibi a nossa habilidade de remover o estrogeneo do sangue por ação stressante no sistema nervoso central e também pelo decréscimo dos níveis de zinco.  Beber = nâo testosterona.

Informação é saúde!

Sparvoli

Sobre Antonio Sparvoli

Médico. Gastroenterologista. Mestrado e Doutorado. Professor Titular da Fundação Universidade Federal de Rio Grande.
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