Dor lombar

A incidência da dor lombar ou lombalgia é muito grande: 60 a 90% dos indivíduos apresentam o sintoma em algum período de sua vida.  Ela é responsável por impacto físico, emocional, social e econômico.  Está entre as causas mais frequentes de dor crônica e absenteísmo (“faltas ao trabalho).  Conhecida popularmente como dor nas costas, a lombalgia é uma das grandes causas de morbidade e incapacidade funcional, tendo incidência apenas menor que a cefaléia (“dor de cabeça”).

Geralmente envolvem alterações em estruturas musculoesqueléticas e, embora muitas sejam as causas, os mecanismos são semelhantes.  A lombalgia está associada a fatores individuais – ganho de peso, má postura, fraqueza dos músculos abbominais e espinhais e falta de preparo físico e a fatores ocupacionais – sobrecarga excessiva na coluna lombar gerada pelo levantamento e deslocamento de pesos, permanência na posição sentada por períodos prolongados e sedentarismo. Somos os “sedentários sentados”.

dois tipos de lombalgia: aguda e crônica. A forma aguda é o “mau jeito”, também chamada de lumbago. A dor é forte e aparece de repente depois de um esforço físico. Ocorre na população em torno de 25 anos e, em 90% dos casos, a sintomatologia desaparece em 30 dias, com ou sem tratamento medicamentoso, fisioterápico ou repouso. O risco de recorrência é de cerca de 60% no mesmo ano ou, no máximo, em dois anos. A forma crônica acontece entre os mais velhos; a dor não é tão intensa, porém, é quase permanente, persistente durante três meses ou mais. A média de idade destes pacientes é de 40 a 45 anos.

Na lombalgia mecânica comum (a forma mais prevalente), na maioria dos casos, a dor se limita à região lombar e nádegas (sabe que é o “bumbum” não é?). Raramente se irradia para as coxas. Pode aparecer subitamente pela manhã e apresentar-se acompanhada de escoliose antálgica. O episódio doloroso tem duração médiade três a quatro dias. Após esse tempo, o paciente volta à completa normalidade, com ou sem tratamento.

Condições emocionais (depressão, insatisfação no trabalho) podem levar à dor lombar ou agravar as queixas resultantes de outras causas orgânicas preexistentes.

Lembre-se: atividade física e cuidados posturais!

Sparvoli

Sobre Antonio Sparvoli

Médico. Gastroenterologista. Mestrado e Doutorado. Professor Titular da Fundação Universidade Federal de Rio Grande.
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