Câncer de pâncreas – prevenção

O câncer de pâncreas é também chamado câncer pancreático ou carcinoma do pâncreas.  A maioria dos cânceres de  pâncreas começa nos ductos pancreáticos que carregam os sucos produzidos pela glândula.

O câncer de pâncreas é raro em jovens com menos de 30 anos. Ele atinge praticamente na mesma proporção homens e mulheres, em geral, com idade superior a 50 anos, especialmente entre os 65 e os 80 anos. Atualmente, corresponde à 5ª causa de morte por malignidade no mundo ocidental. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) o colocam como 2% de todos os tipos de câncer e 4% do total de mortes por câncer. É alta a taxa de mortalidade devido ao diagnóstico tardio e pela sua característica extremamente agressiva.   A localização do pâncreas na cavidade mais profunda do abdome, atrás de outros órgãos, dificulta a detecção precoce do câncer de pâncreas. Esse tumor normalmente  desenvolve-se sem sintomas, sendo difícil diagnosticá-lo na fase inicial.     Quando detectado, já pode estar em estágio muito avançado.

Fatores de risco:

O tabagismo é o principal, aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de pâncreas em até 8 vezes. Fatores nutricionais, como a ingestão de carne e gordura animal estimulam a liberação do hormônio colecistoquinina que pode causar hiperplasia/hipertrofia das células pancreáticas. A obesidade e a elevada ingestão calórica por si só também aumentam o risco. Ter diabetes aumenta o risco em duas vezes. Consumir três ou mais doses de bebidas com alta concentração alcoólica (olha ele aí de novo gente!) por dia pode aumentar em até 36% o risco de vida devido ao câncer no pâncreas. Segundo pesquisa coordenada pela Sociedade Americana de Câncer e publicada no periódico Archives of Internal Medicine.  Outro estudo, estudo feito na Universidade de Michigan, nos Estados Unidos,  coordenada por Michelle Anderson,  mostrou que o tabagismo e o alcoolismo, não só elevam as chances do surgimento da doença, como fazem com que ela apareça mais cedo, em média dez anos antes. A pesquisa foi publicada no periódico The American Journal of Gastroenterology.

O único tratamento com objetivo de cura é a cirurgia, com a retirada de todo o tumor e dos órgãos vizinhos (parte do estômago, duodeno e vesícula biliar), quando o estado clínico do paciente permitir uma cirurgia extensa.

Exercícios físicos reduzem o risco. Comer muitas frutas e verduras também diminui o risco. Pare de fumar e de usar álcool.

Sparvoli

 

 

Sobre Antonio Sparvoli

Médico. Gastroenterologista. Mestrado e Doutorado. Professor Titular da Fundação Universidade Federal de Rio Grande.
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