Desnutrição no idoso – consequências

desnutrição do idoso resulta em sério comprometimento do estado geral do paciente. Como consequências, ocorre uma maior morbidade (“taxa de portadores de determinadas doenças”) e mortalidade das doenças em geral.   Vejamos algumas das principais consequências da desnutrição no idoso:

 A – Menor atividade física devido a hipotrofia muscular ou disfunção orgânica.

B – Piora de estados mórbidos em geral.

1 – Insuficiência cardíaca congestiva (proteína, tiamina, magnésio e potássio).

2 – Intolerância à glicose (gordura, potássio, cromo, hidratos de carbono).

3 – Osteopenia (vitamina D, cálcio, vitamina C, proteína, fósforo, sal, álcool).

4 – Distúrbios neuro-psicológicos (vitaminas do complexo B, energia). Particularmente a carência da Vitamina B12 pode ser prejudicial. Aos 80 anos, quase 40% das pessoas tem deficiência da B12.  Os vegetarianos “estritos” necessitam especial atenção em relação a essa vitamina.

C – Alterações farmacológicas.

1 – Diminuição da capacidade de transporte de  drogas pela albumina.

2 – Menor distribuição de drogas lipossolúveis.

3 – Aumento da concentração sérica de drogas hidrossolúveis.  Esses três itens referem-se a problemas com o “gerenciamento” pelo corpo dos remédios que o idoso desnutrido deve usar.

4 – Má absorção intestinal secundária à atrofia da mucosa intestinal.

D – Menor capacidade de cicatrização secundária a deficiência de proteína, Zn e vitamina C.

E – Imunossupressão (“diminuição das defesas do organismo”)

1 – Má-nutrição associada com a maior morbidade e mortalidade que acompanha as doenças infecciosas.  Ou seja, o paciente idoso desnutrido tem mais facilidade de “pegar” doenças infecciosas e tem maior probabilidade de morrer por causa dessas enfermidades (agravadas pela desnutrição)!.

2 – Menor capacidade de fagocitose e morte de bactérias. Função de linfócitos T e células “natural killer” diminuídas.  Tudo isso se refere a uma diminuição da capacidade do corpo se defender contra infeções.

Saúde!

Sparvoli

 

Sobre Antonio Sparvoli

Médico. Gastroenterologista. Mestrado e Doutorado. Professor Titular da Fundação Universidade Federal de Rio Grande.
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