Encolha a barriga

O excesso de gordura na região do abdome (“barriga”) é particularmente perigoso.  Uma cintura fina ajuda a evitar um dos graves problemas de saúde, a síndrome metabólica (SM).   Essa síndrome é vista atualmente como uma epidemia mundial,  com números alarmantes, associada a alta mortalidade e sofrimento cardiovascular e elevado custo sócio-econômico. O ganho de peso é preditor    independente para o desenvolvimento da SM, embora nem todos os indivíduos obesos a apresentem. Por outro lado, certas populações com baixa prevalência de obesidade apresentam elevada prevalência da SM e  mortalidade cardiovascular.

A distribuição da gordura corporal é relevante, e especificamente a gordura visceral (GV) parece ser o elo entre o tecido adiposo e a resistência à insulina (RI), característica da SM. Na última década, o tecido adiposo deixou de ser um simples    reservatório de energia para se transformar num complexo órgão  com múltiplas funções.      A GV apresenta características metabólicas diferentes da gordura subcutânea glúteo-femoral,  as quais favorecem a instalação do quadro de RI.           Diversos estudos  revelam a estreita relação da adiposidade abdominal com a tolerância à glicose, hiperinsulinemia, hipertrigliceridemia e hipertensão arterial. Mais que uma simples associação, recentemente, acredita-se  que a GV desempenha um papel central na fisiopatologia da SM.

A obesidade da parte superior do corpo é também o fator de risco mais importante para  a apneia do sono, causada por um colapso do tecido mole na parte posterior da garganta que bloqueia a passagem de ar durante o sono. Essa gordura visceral geralmente está associada à inflamação dos vasos sanguíneos e a um quase certo envelhecimento das artérias e do sistema imunológico, com alto risco de eventos cardíacos.

Por tudo isso, fique esperto: a circunferência da cintura (quatro dedos acima do umbigo) não deve ultrapassar 88 cm, nas mulheres; e 101 cm, se for homem.  Acima desses valores começam os riscos.

Vai te embora barriga! Fica saúde!

Sparvoli

Sobre Antonio Sparvoli

Médico. Gastroenterologista. Mestrado e Doutorado. Professor Titular da Fundação Universidade Federal de Rio Grande.
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