Hepatite C crônica – tratamento

O tratamento da hepatite C crônica (“aquela que dura mais de 6 meses”) vem oferecendo uma progressiva melhora aos pacientes portadores dessa doença.  Entretanto, depois que se estabeleceu que o PEG-interferon associado com a ribavirina eram o tratamento padrão, quase dez anos se passaram sem uma mudança muito significativa, em termos de novos remédios.  Certamente, que muito se aprendeu nesse período.  Cientistas, médicos e pacientes, todos aprendemos como lidar da melhor maneira possível com o tratamento então disponível.  Conseguiu-se maximizar a eficácia desse tratamento padrão.  Acréscimos significativos foram a disponibilização da eritropoietina (para combater a anemia) e da filgrastima (para tratar a diminuição dos glóbulos brancos).  Entretanto, depois de alguns anos chegou-se a um patamar de percentual de cura que ficou estabilizado.  A maior dificuldade sempre foi considerado o portador do vírus C genótipo 1, particularmente com fibrose avançada na biópsia hepática.  No Brasil, mais da metade das pessoas infectadas tem o genótipo 1.

Entretanto, recentemente chegamos a uma nova era no tratamento da hepatite C.  Com o advento dos primeiros Antivirais de Ação Direta (AAD).   Esses novos remédios são o boceprevir e o telaprevir.  Eles são inibidores da protease NS3/4A.  São destinados ao tratamente do genótipo 1.  Não são adequados para os genótipos 2 e 3. Podem ser empregados em pacientes que nunca foram tratados previamente (a literatura inglesa os designa “naive”), bem como em pacientes que já receberam tratamento mas não alcançaram a negativação sustentada do vírus C.   O paciente necessita ter sua doença hepática crônica compensada, ou seja, se tiver cirrose não pode apresentar os sintomas da descompensação do figado, tais como icterícia (“amarelão”), ascite (“água na barriga”), hemorragia digestiva ou encefalopatia (manifestações neurológicas e psiquátricas da insuficiência hepática).

Novas esperanças chegam. Nova etapa na luta começará.

Saúde!

Sparvoli

Sobre Antonio Sparvoli

Médico. Gastroenterologista. Mestrado e Doutorado. Professor Titular da Fundação Universidade Federal de Rio Grande.
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Uma resposta a Hepatite C crônica – tratamento

  1. Claudete diz:

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