Hepatite C aguda – a importância do tratamento adequado

A identificação da hepatite C aguda é complicada pela falta de sintomas durante a fase aguda em aproximadamente 85% dos casos. No entanto, a importância de diagnosticar a hepatite C aguda se revela quando verificamos que existe uma elevada probabilidade da pessoa desenvolver uma doença crônica no fígado (ocorre em 50 a 85% das vezes) se ela não for tratada.  Acrescente-se que o tratamento na fase aguda tem uma alta chance de sucesso, variando de 83% a 100% de cura!

Por outro lado, existem pacientes que tem a felicidade de obter uma cura espontânea. Sem tratamento medicamentoso. Os fatores relacionados com maior possibilidade de cura espontânea sâo:

  • mulheres. Nisso elas são o “sexo forte…” Está bem – e em várias outras “coisitas más”.
  • jovens;
  • aqueles que tiveram uma hepatite C aguda com sintomas – ficaram amarelos (“ictéricos”), com urina cor de coca-cola (“colúria’), febre, perderam o apetite etc. Mas, como vimos esses são uma pequena parcela dos que se contaminam com o vírus C.
  • Determinadas características genéticas.  Recentemente,  vários genes próximos ao gene IL28B demonstraram estar associados com a cura espontânea do vírus.  As possibilidades genéticas são: CC, CT e TT (não me diga que você matou as aulas de genética no colégio?!). Foi feito um estudo com 190 mulheres que se contaminaram com o vírus C, genótipo 1b, de uma mesma fonte de contágio.  Aquelas que tinham genótipo CC eliminaram o vírus C em 64% dos casos. Ao passo que somente 24% das CT e 6% das TT consguiram a cura espontânea.  Esses gens parecem ter também grande importância na resposta ao tratamento com interferon.
  • Entre os homens co-infectados com vírus C e HIV, a cura espontânea foi prevista por uma alta contagem de CD4+ (quem tem sabe a importância disso) e nos exames laboratoriais apresentavam enzimas hepáticas bem alteradas (TGP elevada) e bilirrubinas altas (estava “amarelo”).
  • Quando nos controles das cargas virais, o paciente com a  hepatite C aguda tem uma rápida redução da sua contagem de vírus pode-se verificar uma maior chance de cura espontânea.

Contudo, quando se consegue diagnosticar uma hepatite C aguda (“a maioria das vezes não é possível”) deve-se avaliar a indicação do tratamento com interferon, pois a resposta é muito maior na fase aguda do que na crônica (“quando a hepatite dura mais de 6 meses).

Converse com seu médico de confiança. Ele lhe orientará!

Sparvoli

Sobre Antonio Sparvoli

Médico. Gastroenterologista. Mestrado e Doutorado. Professor Titular da Fundação Universidade Federal de Rio Grande.
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3 respostas a Hepatite C aguda – a importância do tratamento adequado

  1. Clara diz:

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  2. ariLma vieira diz:

    Me curei espontaneamente dessa doença nunca perdir minha fé e vontade de vencer.

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